domingo, 2 de novembro de 2014
domingo, 26 de outubro de 2014
5S
5S’s
O 5s é um permanente processo de educação que vai gerar qualidade no trabalho realizado.
Os 5S’s
- Seiri
- Seiton
- Seisoh
- Seiketsu
- Shitsuke
- Seiri - Senso de Utilização
É a capacidade de definir os materiais necessários e desnecessários existentes no local de trabalho.
Seiri - Senso de Utilização
Separa- se as coisas úteis, das coisas inúteis. Assim não se perde tempo procurando coisas, ganhando mais espaço, segurança e tranqüilidade.Seiri - Vantagens
liberação de espaço físico, ferramentas, equipamentos e documentos desnecessários. Redução de tempo de procura e melhor visualização do local de trabalho. E o principal, eliminar compras desnecessárias.
Seiri - Como chegar lá
Identificar os materiais que fazem parte do seu universo de trabalho, Tome as providencias necessárias. Se o material é usado freqüentemente colocar no próprio local de trabalho. Se é usado esporadicamente colocar no almoxarifado. Se não é necessário, descartar.
Seiton - Senso de Organização
São os locais adequados e formas corretas para guardar materiais necessários, tornando rápido e fácil sua localização.
Seiton - Senso de Organização
Este senso visa deixar cada objeto no seu lugar certo.
Inclusive etiquetar gavetas e etc. Para todo mundo identificar. O local de trabalho vai ficar bem melhor.
Seiton - Vantagens
Rapidez, facilidade e controle na busca de documentos e ferramentas, estabelecendo o que cada um deve usar, fazendo com que haja uma redução na perda de tempo, estimulando a criatividade e reduzindo o risco de acidentes.
Seiton - Como chegar lá
Padronizar a nomenclatura, adotando nomes, cores e procedimentos padrões em toda a empresa. Padronizar a maneira de guardar ferramentas.
Utilizar a comunicação visual usando gravuras e cores.
Seisoh - Senso de Limpeza
O termo Seisoh é utilizado quando se quer referir a limpeza do ambiente de trabalho, máquinas e ferramentas. Sugere que limpeza seja sinônimo de inspeção.
Seisoh - Senso de Limpeza
Este senso abrange os 5 sentidos.
Olfato, paladar, visão, audição e tato.
O lance é manter o local de trabalho sempre limpo. Pois é muito mais fácil manter a limpeza, do que sujar e limpar toda hora
Seisoh - Vantagens
Higiene no local de trabalho, eliminação de desperdícios, redução de riscos de acidentes auto - conhecimento de ferramentas e equipamentos,além de maior satisfação no trabalho.
Seisoh - Como chegar lá
Limpar tudo: ferramentas, equipamentos, mesas, bancadas, arquivos, armários, etc..
Após o uso, limpe ferramentas, equipamentos, mesas e etc.
Olhe para cima verificando pontos de sujeira.
Se necessário providencie a manutenção, pois antes de limpar é melhor não sujar.
Seiketsu - Senso de Asseio
Zelar pela limpeza e conservação das condições físicas e saúde no local de trabalho.
Condições físicas são as máquinas e ferramentas.
E saúde são os sons, visualização, linguagem na comunicação e cuidado de si mesmo.
Seiketsu - Senso de Asseio
É só todos terem cuidado com a higiene em todos os locais, deixando saudável tanto o corpo, quanto a mente.
Seiketsu - Vantagens
Segurança e boas condições físicas no trabalho, Melhoria das áreas comuns: vestiários, refeitórios sanitários.
Condições de trabalho favoráveis à saúde.
Seiketsu - Como chegar lá
Buscar constantemente a conservação das condições físicas e de saúde.
Manter e melhorar os procedimentos operacionais e de segurança.
Adotar uniforme limpo e bem conservado.
Mantenha e melhore as áreas comuns: refeitórios, sanitários e vestiários.
Shitsuke - Senso de Auto - Disciplina
Visa consolidar os principios básicos dos sensos de utilização, organização, limpeza e asseio
Shitsuke - Senso de Auto - Disciplina
Trata-se de cumprir os outros quatro sensos.
Seguir as orientações e colaborar com os colegas de equipe.
Participar das soluções e respeitar a opinião do pessoal.
Shitsuke - Vantagens
Cumprimento natural dos procedimentos.
Disciplina moral e ética
Cultivo de bons hábitos
Efetivação da administração participativa
Garantia da qualidade de vida.
Shitsuke - Como chegar lá
Utilizar de maneira racional a comunicação visual / procedimentos com linguagens simples.
Promover reuniões semanais com as equipes e mensais com os funcionários, tratando sobre o sistema 5s.
Descobrir as causas de comportamento inadequado afim de elimina-las.
Incentivar a dedicação e adesão, para obter o comprometimento de todos os funcionários da empresa.
Parabéns
Aplicando o 5s a empresa e seus funcionários se sentirão mais estimulados e motivados produzindo mais, elevando a empresa e sua participação no mercado.
MELHORIA CONTÍNUA
Melhoria contínua é um dos princípios do sistema de gestão da qualidade. A melhoria é desenvolvida sob o aspecto de produto, processo e também para o sistema da qualidade. Um sistema de qualidade eficaz deve focar estes três pilares.
Fortalecer o produto, ainda que não seja responsável por suas especificações é importante para consolidar a especialidade e capacidade da empresa.
O foco no processo demonstra a capacidade em produzir com qualidade sob todos os aspectos e reforça a especialização no produto.
Dominar as mudanças do processo é importante para redução de custos e atendimento pleno das especificações.
No entanto, a melhoria contínua só será completa se o sistema de qualidade também passar pelo processo de melhoria. Identificar oportunidades e estabelecer projetos para alcançá-los é o caminho a ser seguido. Sistemas de qualidade que não evoluem ao longo do tempo fragilizam a satisfação do cliente sob todos os aspectos e pilares. Um projeto de melhoria contínua deve começar pela descrição da situação atual; em seguida, deve-se avaliar as oportunidades e definir objetivos. A etapa seguinte é planejar a implantação seguida de sua realização. Após o período de execução deve ser feito a descrição da nova situação – após a implantação. Para que tudo isto seja possível tenha foco nos processos de gestão da qualidade, que envolvam requisitos da norma aplicável, requisitos de clientes, requisitos legais, entre tantas oportunidades.
Fortalecer o produto, ainda que não seja responsável por suas especificações é importante para consolidar a especialidade e capacidade da empresa.
O foco no processo demonstra a capacidade em produzir com qualidade sob todos os aspectos e reforça a especialização no produto.
Dominar as mudanças do processo é importante para redução de custos e atendimento pleno das especificações.
No entanto, a melhoria contínua só será completa se o sistema de qualidade também passar pelo processo de melhoria. Identificar oportunidades e estabelecer projetos para alcançá-los é o caminho a ser seguido. Sistemas de qualidade que não evoluem ao longo do tempo fragilizam a satisfação do cliente sob todos os aspectos e pilares. Um projeto de melhoria contínua deve começar pela descrição da situação atual; em seguida, deve-se avaliar as oportunidades e definir objetivos. A etapa seguinte é planejar a implantação seguida de sua realização. Após o período de execução deve ser feito a descrição da nova situação – após a implantação. Para que tudo isto seja possível tenha foco nos processos de gestão da qualidade, que envolvam requisitos da norma aplicável, requisitos de clientes, requisitos legais, entre tantas oportunidades.
sábado, 4 de outubro de 2014
Wolpac contribui para a economia de Água
Wolpac contribui para a economia de água
Devido ao período de escassez das chuvas que enfrentamos nos últimos meses, empresas da Região do Alto Tietê estão desenvolvendo ações em prol de readaptações ecológicas visando à conscientização de todos, bem como à economia de água.
A Wolpac, em consonância com essa ideia, também estabeleceu nos últimos meses, ações internas que propiciam melhor utilização e reaproveitamento da água. De modo a promover a conscientização ecológica em meio aos seus colaboradores internos, a Wolpac trabalha com avisos e comunicados sobre redução do desperdício de água, os quais são espalhados por toda a unidade fabril, e busca ao máximo que as orientações também sejam levadas para os lares de cada funcionário. Instalou hidrômetros na unidade, para que possíveis vazamentos sejam identificados e sanados. Implantou um mecanismo interno de decantação, que visa tratar e reaproveitar a água que utiliza em seus processos de fabricação, de modo a ser reutilizada nas descargas dos sanitários. Faz manutenção periódica preventiva de todas as torneiras e latrinas, dentre outras ações.
Essa mudança nos hábitos tem refletido positivamente nas contas de água da Wolpac. Em junho, foram pagos cerca de R$ 8 mil na conta. Em julho, o valor caiu aproximadamente R$ 1 mil e em agosto a diferença foi ainda maior, pois houve uma economia de R$ 1,5 mil.
A Wolpac sente-se orgulhosa em poder contribuir para a preservação da água, recurso extremamente valioso para a vida humana.
Confira a seguir, o link da matéria sobre o tema de reaproveitamento de água por parte de fábricas e comércios da Região do Alto Tietê, divulgada pela equipe da TV Diário, afiliada da Rede Globo: http://goo.gl/q12UeO
Fonte: Marketing Wolpac
sábado, 30 de agosto de 2014
VEJA A REPORTAGEM NA GLOBO - http://globotv.globo.com/tv-diario/diario-tv-2a-edicao/v/fabricas-do-alto-tiete-reutilizam-agua-de-diversas-maneiras/3598287/
USO CONSCIENTE DA ÁGUA
Introdução
Como sabemos, a água é um bem natural precioso. Embora encontrada em grande quantidade no planeta Terra, seu tratamento é caro e trabalhoso. Alguns especialistas afirmam que, se o consumo de água continuar nos níveis atuais (considerando o alto desperdício), futuramente poderemos enfrentar sérios problemas de falta de água. Além de colaborar com o meio ambiente, a prática de economia de água e seu consumo consciente, podem gerar uma boa economia na conta de água no final do mês.
Dicas de como economizar água (consumo consciente de água)
- Ao escovar os dentes e se barbear, manter a torneira fechada;
- Fechar a torneira enquanto ensaboar as louças e talheres;
- Usar a máquina de lavar roupas na capacidade máxima;
- Na hora do banho, procurar se ensaboar com o chuveiro desligado e procurar tomar banho rápido;
- Não jogar óleo de fritura pelo ralo da pia. Além de correr o risco de entupir o encanamento da residência, esta prática polui os rios e dificulta o tratamento da água;
- Não deixar que ocorram vazamentos em encanamentos dentro da residência;
- Entrar em contato com a companhia de água ao verificar vazamentos de água na rede externa;
- Usar a descarga no vaso sanitário apenas o necessário. Manter a válvula sempre regulada;
- Reutilizar a água sempre que possível;
- Utilizar regador no lugar de mangueira para regar as plantas;
- Usar vassoura para varrer o chão e não a água da mangueira;
- Lavar o carro com balde ao invés de mangueira;
- Captar a água da chuva com baldes. Esta água pode ser usada para lavar carros, quintais e regar plantas;
- Tratar a água de piscinas para não precisar trocar com freqüência. Outra dica é cobrir a piscina com lona, enquanto não ocorre o uso, para evitar a evaporação;
- Colocar sistemas de controle de fluxo de água (aeradores) no bico das torneira.
Como sabemos, a água é um bem natural precioso. Embora encontrada em grande quantidade no planeta Terra, seu tratamento é caro e trabalhoso. Alguns especialistas afirmam que, se o consumo de água continuar nos níveis atuais (considerando o alto desperdício), futuramente poderemos enfrentar sérios problemas de falta de água. Além de colaborar com o meio ambiente, a prática de economia de água e seu consumo consciente, podem gerar uma boa economia na conta de água no final do mês.
Dicas de como economizar água (consumo consciente de água)
- Ao escovar os dentes e se barbear, manter a torneira fechada;
- Fechar a torneira enquanto ensaboar as louças e talheres;
- Usar a máquina de lavar roupas na capacidade máxima;
- Na hora do banho, procurar se ensaboar com o chuveiro desligado e procurar tomar banho rápido;
- Não jogar óleo de fritura pelo ralo da pia. Além de correr o risco de entupir o encanamento da residência, esta prática polui os rios e dificulta o tratamento da água;
- Não deixar que ocorram vazamentos em encanamentos dentro da residência;
- Entrar em contato com a companhia de água ao verificar vazamentos de água na rede externa;
- Usar a descarga no vaso sanitário apenas o necessário. Manter a válvula sempre regulada;
- Reutilizar a água sempre que possível;
- Utilizar regador no lugar de mangueira para regar as plantas;
- Usar vassoura para varrer o chão e não a água da mangueira;
- Lavar o carro com balde ao invés de mangueira;
- Captar a água da chuva com baldes. Esta água pode ser usada para lavar carros, quintais e regar plantas;
- Tratar a água de piscinas para não precisar trocar com freqüência. Outra dica é cobrir a piscina com lona, enquanto não ocorre o uso, para evitar a evaporação;
- Colocar sistemas de controle de fluxo de água (aeradores) no bico das torneira.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
BLOG DA QUALIDADE: VOCE SABE COMO SURGIU O VIDRO?
BLOG DA QUALIDADE: VOCE SABE COMO SURGIU O VIDRO?: A principal versão data de 5.000 a.C, quando o material foi descoberto de forma acidental A história da descober...
ENTENDA PORQUE OS AÇOS INOXIDÁVEIS RESISTEM A CORROSÃO
Corrosão
Para entender porque os aços inoxidáveis resistem à corrosão, nós precisamos conhecer o que acontece quando os aços carbono comuns enferrujam.O ar que respiramos contém cerca de 21% de oxigênio, 78% de nitrogênio e o restante uma mistura de vapor de água e dióxido de carbono.Todos os metais reagem com o oxigênio e a água do ar formando uma camada superficial de óxidos. Esta camada é porosa e permite posteriores penetrações de oxigênio e água.
Desta forma a oxidação continua crescendo, produzindo a corrosão, mais conhecida como ferrugem.
A única maneira de prevenir este processo de corrosão no aço é proteger sua superfície.
Isso pode ser feito com:
Pinturas
Óleos
Filmes não porosos.
O Cromo contido nos aços inoxidáveis reage com oxigênio do ar formando uma fina camada superficial. Apesar de muito fina, esta camada de óxido de Cromo não é porosa e portanto impede que a superfície do aço entre em contato com a atmosfera. Isto previne a corrosão do aço provocada pelo meio ambiente.
Esta camada aderente e resistente é invisível a olho nu e permite que o brilho natural do metal possa ser visto. Se danificada, é capaz de se auto-regenerar quase instantaneamente mantendo a proteção do aço. Esta camada é chamada de Camada Passiva.
Camada Passiva é uma camada extremamente fina, contínua, estável e resistente formada sobre a superfície do Aço Inox pela combinação do oxigênio do ar com o Cromo do aço. Essa camada protege o inox contra a corrosão do meio ambiente.
Formação e Características da Camada Passiva: aparece espontaneamente quando há presença de Cromo e oxigênio. A formação é instantânea pois o Cromo e Oxigênio têm muita afinidade. É muito estável (não se desprende) e está presente em toda a superfície do aço. Não é porosa (bloqueia a ação do meio agressivo), e é praticamente invisível.
Inox, uma tendência mundial
Inox, uma tendência mundial
Denominamos aços inoxidáveis um grupo de aços resistentes à corrosão contendo no mínimo 10,5% de Cromo. Adições de Níquel, Molibdênio, Titânio, Nióbio e outros elementos podem também estar presentes na sua composição química.
Os aços inoxidáveis surgiram a partir de estudos realizados em 1912 na Inglaterra e Alemanha. O aço estudado na Inglaterra era uma liga de Fe-Cr, com cerca de 13% de Cr.
Na Alemanha se tratou de uma liga que, além de Fe e Cr, continha também Ni.
No primeiro caso era um aço inoxidável muito próximo ao que chamamos hoje de AISI 420 (microestrutura martensítica) e no segundo outro aço inoxidável era um material bastante parecido com o que hoje conhecemos como AISI 302 (microestrutura austenítica).
Para entendermos melhor a qualidade superior que o aço inoxidável tem em relação aos outros tipos de materiais existentes, partimos de sua composição química que é composta basicamente por uma liga de Ferro, Cromo e Níquel.
O Cromo, principal elemento responsável pelo aumento da resistência à corrosão, ao entrar em contato com o oxigênio do ar, forma uma película fina, contínua e resistente sobre a superfície do aço, protegendo-o contra ataques corrosivos do meio ambiente.
Apesar de invisível e estável, essa película é muito aderente ao Inox e tem sua resistência aumentada à medida que se adiciona mais Cromo à mistura.
Mesmo quando o aço sofre algum tipo de dano como arranhões, amassamentos ou cortes, o oxigênio do ar imediatamente combina-se com o Cromo, formando novamente o filme protetor.
As propriedades mecânicas e o comportamento em serviço dos vários tipos de Aços inoxidáveis dependem da composição química e do tratamento térmico utilizado na fabricação.
VOCE SABE COMO SURGIU O VIDRO?
A principal versão data de 5.000 a.C, quando o material foi descoberto de forma acidental
A história da descoberta do vidro é bem antiga. Os primeiros registros datam de 5000 a.C., quando mercadores fenícios descobriram acidentalmente o novo material ao fazerem uma fogueira, sobre a qual apoiaram blocos de nitrato de sódio-que serviam para segurar suas panelas. O fogo, aliado à areia e ao nitrato de sódio, originou, pela primeira vez, acredita-se, o vidro.
Em 1.400 a.C, julga-se que os egípcios começaram a soprar o vidro, dedicando-se, acima de tudo, à produção de pequenos objetos artísticos e decorativos, os quais, muitas vezes, eram confundidos com pedras preciosas.
Posteriormente, 100 a.C., os romanos produziam vidro por técnicas de sopro em moldes, para confeccionar suas "janelas". Em 300 d.C. o imperador Constantino passou a cobrar taxas e impostos aos vidreiros, tamanha a difusão e importância e lucratividade do produto.
Entre 500 e 600 d.C., um novo método possibilitou a execução do vidro plano, por sopro de uma esfera e sua sucessiva ampliação por rotação em forno (até o século XIX, a maior parte da produção do vidro foi feita por este sistema).
Por volta de 1.300, o vidro moldado à rolo foi introduzido em Veneza (técnica vinda do Oriente, através das Cruzadas). Assim a ilha de Murano notabilizou-se e especializou-se na produção artística do vidro, tendo aparecido nesta época o cristal.
Ainda nesta data, descobre-se um novo processo: por sopro de cilindros, que foi revolucionária para a produção de vidros planos. Por ação simultânea de sopro e força centrípeta, originária da movimentação do cano, obtinha-se um cilindro (50 cm de diâmetro por até três metros de comprimento), que depois era colocado em um forno e deixado para estender.

Da Idade Média em diante, a fabricação do vidro tem sido um assunto de peritos guardado com ciúmes contra restrições familiares e espionagem industrial. A introdução de técnicas francesas na Inglaterra, nos séculos XVIII e XIX, por exemplo, foi feita somente com grande dificuldade.
A introdução do vidro "crown" trefilado foi realizada por volta de 1680 por John Bowles com suborno e roubo da França e a British Cast Plate Glass Company, estabelecida em Ravenhead St. Helensm em 1773, perto das jazidas de areia de Cheshire, dependia da habilidade importada da França. A primazia inicial da França foi exemplificada pela Compagnie de St. Gobain, instalada há cerca de 300 anos, para envidraçar o Palácio de Versalhes.
A associação de Robert Lucas Chance com Georges Bontemps da França era necessária para que Bontemps persuadisse artesãos franceses relutantes a divulgar seu conhecimento da fabricação com cilindro soprado em 1832. Sem esse conhecimento, o contrato para o Palácio de Cristal e, talvez, mesmo a direção da tecnologia podiam ter seguido outros caminhos.
A concorrência para o desenho e construção do Palácio de Cristal em 1850 teve Chance concorrendo com Paxton pelo uso da folha soprada; Horeau com um fornecedor francês e James Hartley de Sunderland concorrendo com chapa moldada a um preço só ligeiramente mais alto do que a folha de Chance. Apesar da dimensão do contrato (aproximadamente 100.000 m2 de vidro), os concorrentes eram firmas pequenas e ofereciam diferentes produtos.
A indústria de vidro, baseada na produção em massa e mercados nacionais e internacionais, nasceu da Revolução Industrial, em particular na indústria automotiva do século XX, e também da invenção de dois métodos chave de produção - o processo da folha estirada e o de flutuação (float).
Fonte: USP
Em 1.400 a.C, julga-se que os egípcios começaram a soprar o vidro, dedicando-se, acima de tudo, à produção de pequenos objetos artísticos e decorativos, os quais, muitas vezes, eram confundidos com pedras preciosas.
Posteriormente, 100 a.C., os romanos produziam vidro por técnicas de sopro em moldes, para confeccionar suas "janelas". Em 300 d.C. o imperador Constantino passou a cobrar taxas e impostos aos vidreiros, tamanha a difusão e importância e lucratividade do produto.
Entre 500 e 600 d.C., um novo método possibilitou a execução do vidro plano, por sopro de uma esfera e sua sucessiva ampliação por rotação em forno (até o século XIX, a maior parte da produção do vidro foi feita por este sistema).
Por volta de 1.300, o vidro moldado à rolo foi introduzido em Veneza (técnica vinda do Oriente, através das Cruzadas). Assim a ilha de Murano notabilizou-se e especializou-se na produção artística do vidro, tendo aparecido nesta época o cristal.
Ainda nesta data, descobre-se um novo processo: por sopro de cilindros, que foi revolucionária para a produção de vidros planos. Por ação simultânea de sopro e força centrípeta, originária da movimentação do cano, obtinha-se um cilindro (50 cm de diâmetro por até três metros de comprimento), que depois era colocado em um forno e deixado para estender.
França e Inglaterra iniciam um processo que culminou no que é hoje a indústria vidreira
Da Idade Média em diante, a fabricação do vidro tem sido um assunto de peritos guardado com ciúmes contra restrições familiares e espionagem industrial. A introdução de técnicas francesas na Inglaterra, nos séculos XVIII e XIX, por exemplo, foi feita somente com grande dificuldade.
A introdução do vidro "crown" trefilado foi realizada por volta de 1680 por John Bowles com suborno e roubo da França e a British Cast Plate Glass Company, estabelecida em Ravenhead St. Helensm em 1773, perto das jazidas de areia de Cheshire, dependia da habilidade importada da França. A primazia inicial da França foi exemplificada pela Compagnie de St. Gobain, instalada há cerca de 300 anos, para envidraçar o Palácio de Versalhes.
A associação de Robert Lucas Chance com Georges Bontemps da França era necessária para que Bontemps persuadisse artesãos franceses relutantes a divulgar seu conhecimento da fabricação com cilindro soprado em 1832. Sem esse conhecimento, o contrato para o Palácio de Cristal e, talvez, mesmo a direção da tecnologia podiam ter seguido outros caminhos.
A concorrência para o desenho e construção do Palácio de Cristal em 1850 teve Chance concorrendo com Paxton pelo uso da folha soprada; Horeau com um fornecedor francês e James Hartley de Sunderland concorrendo com chapa moldada a um preço só ligeiramente mais alto do que a folha de Chance. Apesar da dimensão do contrato (aproximadamente 100.000 m2 de vidro), os concorrentes eram firmas pequenas e ofereciam diferentes produtos.
A indústria de vidro, baseada na produção em massa e mercados nacionais e internacionais, nasceu da Revolução Industrial, em particular na indústria automotiva do século XX, e também da invenção de dois métodos chave de produção - o processo da folha estirada e o de flutuação (float).
Fonte: USP
Assinar:
Postagens (Atom)